Prefácio:
Se a eficácia das preces fossem proporcionais à extensão
delas, as mais longas deveriam ficar reservadas para os mais culpados, porque mais lhes são elas necessárias do que àqueles que santamente viveram.
Recusá-las aos criminosos é faltar com a caridade e
desconhecer a misericórdia de Deus; julgá-las inútil, quando um homem haja praticado tal ou tal erro, fora prejulgar a justiça do Altíssimo.
Prece -
Senhor, Deus de misericórdia, não repilas esse criminoso
que acaba de deixar a Terra. A justiça dos homens o castigou, mas não o isentou da tua, se o remorso não lhe penetrou o coração.
Tira-lhe dos olhos a venda que lhe oculta a gravidade de
suas faltas.
Possa o seu arrependimento merecer de ti acolhimento
benévolo e abrandar os sofrimentos de sua alma !
Possam também as nossas preces e a intercessão dos bons
Espíritos levar-lhe esperança e consolação; inspirar-lhe o desejo de reparar suas ações más numa nova existência e dar-lhe forças para não sucumbir nas novas lutas em que se empenhar !
Senhor, tem piedade dele !
(*) Kardec, Allan: in “O Evangelho Segundo o Espiritismo” ed. FEB, Bsb, 1989, pg. 444/45, Cap. xxviii.
|