Ministério Público Debrot

Ministério Público Debrot em Pé e do Alto por Justiça

 

 Prof. Pós-Dr. Cândido Furtado Maia Neto

 

 

Aqueles que promovem Justiça falam em Pé, do Alto, du Parquet, para todos os Cidadãos ouvirem e compreenderem Bem, o Pronunciamento, os Princípios, as Leis e as provas da Verdade.

Jesus Cristo, no seu ministério público, foi o Maior Promotor e Protetor dos Direitos Humanos, falava do Alto, sobre a importância e a necessidade de respeito aos interesses indisponíveis individuais e sociais, com sua Autoridade de conhecimentos e Verdades pronunciava:

- no Monte das Provações, solitário no deserto;

- no Monte Tabor, ao realizar a transfiguração;

- no Monte das Oliveiras, orando, antes de ser injustamente preso;

- no Palácio de Pilatos, situado no alto da cidade, quando foi julgado e condenado;

- na Cruz, quando crucificado, humilhado e pregado, rogava perdão à todos; e

- na Ressurreição, quando subia aos Céus.

Aqueles que se sintonizam com a Verdadeira Justiça, estão com a Lei Maior, com o Bem e Amor ao próximo, sempre do Alto repletos de Luz e proteção Divina.

Promover Justiça é a mais Alta Evolução, em todos os sentidos, no plano da ética política, das ciências jurídicas, e principalmente na dimensão da moral e do Espírito Humano.

Só existe Justiça com Verdade e Equidade. E a Verdade encontra-se dosada com Amor, desde a tolerância fraterna da família, a ex. do pai e da mãe que quando não concordam com os erros do(s) filho(s), mesmo assim oferecem Nova oportunidade, indicando o caminho a seguir e pedindo para não continuar(em) na falta.

Quem Promove Justiça não precisa adorar quem pratica fato ilícito, e muito menos odiar, pode e deve prestar auxilio, fazendo compreender a gravidade do cometido para que não reincida; Promover Justiça é também reconhecer atenuantes e a aplicação humanitária das leis.

A Justiça esta na auto-responsabilidade e consciência de cada um – livre arbítrio -, que segundo seus méritos alcançará a Reabilitação Penal, Moral e Espiritual.

O sistema judicial do direito vitimal e da política vitimológica moderna se preocupa com a remição do réu e como a remissão para a vítima, constantemente. O vitimário resgatando o seu ato, libertando-se do erro através da responsabilidade de indenizar e reparar o dano causado à vítima; a vítima, por sua vez, concedendo perdão total ou parcial, respectivamente.

Primeiro é preciso reconhecer a falta e pedir perdão, na sequência imediata é preciso perdoar para a efetiva composição e cumprimento das obrigações, estamos nos referindo aos Deveres e aos Direitos Humanos no âmbito da justiça penal democrática, com menos ódio e menos vingança, mais acordo e mais conciliação, para a reparação e devida responsabilização criminal

Nada escapa, na Terra ou nos Céus, da Lei de Causa e Efeito, da Justiça com Amor e com Deus.      

“…estamos buscando a Justiça, que é um bem muito mais precioso do que muitas barras de ouro” (Platão, República, I, 336).

Justiça não é uma coisa, é mais do que utilidade, é transcendental, mas é também visível e concreta, onde os seres humanos, primitivos, simples, pobres ou ricos, cultos e sábios, todos desejam com fé e esperança.

“é tão difícil chegar a Justiça como aos Céus” (Voltaire).

Mas não é impossível, é dever e responsabilidade daqueles que promovem e procuram o prestígio da Justiça, em nome do Ministério Público da Paz e da Solidariedade humana.

NÃO HÁ JUSTIÇA SEM DEUS (Rui Barbosa)

NÃO HÁ JUSTIÇA SEM PERDÃO (Cândido Furtado Maia Neto)