SANTO IVO PADROEIRO DOS PROFISSIONAIS DO DIREITO

SANTO IVO PADROEIRO DOS PROFISSIONAIS DO DIREITO

MAGISTRADOS, ADVOGADOS, PROCURADORES, DEFENSORES E MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO QUE TRABALHAM EM PROL DOS DIREITOS HUMANOS, DO PRESTÍGIO DA JUSTIÇA, PELA ÉTICA E EM BUSCA DO RESPEITO A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA

 

   Prof. Pós-Dr. Cândido Furtado Maia Neto

Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado do Paraná

Expert em Direitos Humanos – Consultor Int. Nações Unidas (missão MINUGUA)

Membro da Sociedade Europeia de Criminologia

 

 

Yves Hélory de Kermartin (Santo Ivo) nasceu na baixa Bretanha-Francesa, no século XIII (ano de 1253), fez de sua profissão, uma missão de santidade, PROVENDO A JUSTIÇA, em nome das causas dos mais necessitados de tutela dos Direitos Humanos Fundamentais da Cidadania.

 

Aos 14 anos, iniciou em Paris cursos de filosofia, teologia, direito civil e direito canõnico.

 

Quando foi nomeado juíz eclesiástico da diocese de Rennes, se preocupava com as injustiças – causas tendenciosas, secretas e obscuras – julgadas pela Igreja, nos “Tribunais do Santo Ofício”.

 

Cada vez  que Yves Hélory pressentia uma injustiça, seu coração se inflamava e sua palavra se tornava candante. Nenhum processo lhe era difícil, quando se tratava de defender a verdade ameaçada pela má-fé”.

 

Um dia livrou uma pobre mulher inocente da prisão, quando lhe faltava apenas o veredicto final. Conta a história que dois farsantes haviam entregue a ela uma mala com ouro e dinheiro, para que a guardasse e somente a entregasse na presença dos dois. Passados alguns dias, os ladrões levaram adiante o seu plano: o primeiro, conseguiu que a mulher lhe devolvesse a mala, e o segundo, à levou ao Tribunal, acusando-a de roubo. Compadecido, Santo Ivo foi ao Tribunal e disse: “esta mulher sabe onde se encontra a mala e está disposta a exibí-la”. Pediram então que ela a mostrasse. Santo Ivo acrescentou, então: “uma vez que a acusada somente pode devolver a mala na presença dos dois interessados, fica o demandante obrigado a apresentar o seu companheiro neste Tribunal…” .

 

Por sua moral, ética e imparcialidade, Yves Hélory granjeou a estima de todos. Ele próprio buscava nos castelos o cavalo e o carneiro roubado dos pobres sob o pretexto de impostos não pagos.

 

Assumindo assim a causa dos humildes, defendendo-os contra a ganância e a exploração, desmascarava a mentira e defendia os injustiçados.

 

Morreu com apenas 50 anos de idade, em 19 de maio de 1303, atualmente seu corpo encontra-se sepultado na catedral de Tréguier.

 

Yves Hélory de Kermartin foi canonizado em 1347, pelo Papa Clemente VI.

 

Certa vez um biógrafo escreveu: “Todos os demais títulos de Santo Ivo empalidecem diante de seu renome de magistrado íntegro, com sua fama de advogado da sociedade por excelência. Por isso, os profissionais do direito de todos os países do mundo civilizado, o adotaram como padroeiro e o veneram como modelo de homem público digno, ante seu árduo trabalho de PROMOVER E PROCURAR Justiça.

Santo Ivo foi e será sempre exemplo de vida e de dever dos profissionais do direito em prestigio da Justiça, com fé e esperança na correta interpretação e aplicação das leis, da Constituição e dos instrumentos internacionais de Direitos Humanos, para a construção de uma sociedade cada vez mais justa, livre, solidária e fraternal.