Decálogo do Promotor de Justiça Espírita-Cristão

Vide: MAIA NETO, Cândido Furtado; e Carlos Lenchoff in Criminalidade, Doutrina Penal e Filosofia Espírita, Ed. Lake SP

 

i)         Estar a serviço do Bem com plena responsabilidade

ii)        Exercer o labor ministerial com caridade e compaixão

iii)       Buscar e exaltar o Espírito da Verdade

iv)        Reconhecer erros para expiar suas próprias faltas 

v)         Perdoar com humildade, sem vaidades e rancores

vi)        Rogar pela evolução moral e espiritual dos delinquentes

vii)      Ter compaixão por todos os envolvidos em litígios judiciais

viii)     Aplicar retribuições penais sem prejuízo aos princípios das Leis Divinas

ix)       Atuar sempre visando a melhor solução das causas sociais conflitivas

x)         Procurar a plenitude da Justiça com amor ao próximo e sobretudo a Deus

 

Cândido Furtado Maia Neto

Procurador de Justiça –Ministério Público do Paraná

 

Orientações Espirituais aos Acusadores do Próximo

“É feio ser digno de castigo, e pouco glorioso

                                                                          castigar”     Michel  Foucault

“Não vos esqueceis, ao julgar os homens, que a

indulgência faz parte da justiça”  Malba Tahan

“É preferível errar por bondade do que por maldade” Autor desconhecido

 

A tolerância,  a todos se impõe como terapia pessoal e fraternal, compreendendo as dificuldades do caído, enquanto lhe distendem mãos generosas para  só ergue.

Jesus sempre foi severo na educação dos julgadores da conduta alheia.

Certamente, há cortes e autoridades credenciadas para o ministério de saneamento moral da sociedade, encarregada dos processos que envolvem os delituos, e os julgam, estabelecendo os instrumentos reeducativos, jamais punitivos, pois que, se o fizessem, incidiriam em erros idênticos, senão mais graves.

O julgamento pessoal, que ignora as causas geradoras dos problemas, demonstra o primitivismo moral do homem ainda “lobo” do seu irmão.

Tem compaixão de quem cai. A consciência dele será o seu juiz.

Ajuda aquele que tomba. Sua fraqueza já lhe constitui punição.

Tolera o infrator. Ele é o teu futuro, caso não disponhas de forças para prosseguir bem.

A tolerância que utilizares para com as infelizes se transformará na medida emocional de compaixão que receberás,  já que ninguém é inexpugnável, nem perfeito.

 

 (Extraído do livro Jesus e Atualidades, cap. Jesus e Tolerância, pg. 31, psicografia de Divaldo P. Franco, do espírito de Joanna de Ángelis).